Pascom entrevista novo Pároco Pe. Régis Fonseca

A expectativa é de encontrar essas pessoas e formar um grande grupo, um grande corpo, na construção desse bem e dessa Igreja


By Tonny Teixeira

4 Feb 2019 Updated 1y ago

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Paróquia Mãe Santíssima, Fortaleza / CE, Voz da Paróquia. Fevereiro de 2019.

A Pascom - Pastoral da Comunicação, no intuito de tornar  o novo pároco, Pe. Régis, um pouco mais conhecido pelos paroquianos, esteve presente na Casa Paroquial, logo após a sua chegada para realizar uma Entrevista. 

Na ocasião, também levamos um bolo para dar as boas-vindas em nome dos Paroquianos.

Confira o texto transcrito das perguntas e respostas, assim como o Vídeo da entrevista ao final desta postagem.

1. Karine Alves (Pascom): Pe. Francisco Regimeiro Fonseca de Oliveira todos gostariam de lhe conhecer melhor, pode nos falar sobre sua trajetória de vida? 

 Pe. Francisco Regimeiro Fonseca de Oliveira: Eu sou natural de Aracoiaba, na parte mais rural no distrito de Ideal, onde fica nossa paróquia Nossa Senhora das Graças. Na sede de Aracoiaba tem a Paróquia Nossa Senhora da Conceição. Venho da região rural, meu pais são trabalhadores rurais, e desde criança a gente sentiu esse desejo de viver a experiência da Vocação. No decorrer do tempo a gente vai crescendo e experimentando e essa experiência vai crescendo mais ainda. E as nossas experiências do Interior eram sempre a devoção popular, os terços, as novenas, as Missas as vezes eram de ano em ano, já que não tinha padre que pudesse dar uma assistência maior, e depois da gente crescer, estudar e concluir o ensino fundamental e médio, a gente é convidado a fazer experiência no Seminário, então, eu saio de casa direto para o Seminário. No Seminário a gente se preparou, no Propedêutico no Henrique Jorge, nos preparamos três na Filosofia no Antônio Bezerra, do Antônio Bezerra a gente foi ora Teologia aqui no Castelão, e depois dos quatro anos a gente foi fazer experiências pastorais. Vivi um ano na Messejana com o Padre Daniel, lá na Paróquia Nossa Senhora da Conceição, e por final do curso eu fui enviado a São Gonçalo do Amarante como seminarista, Padre Marcílio me acolheu lá e agente fez a experiência. Lá me ordenei Diácono, depois me ordenei sacerdote, no dia vinte e dois de dezembro, e assim Dom José depois me enviou para cuidar de uma Área Pastoral, que era Nossa Senhora das Graças no Parque Genibaú em Fortaleza.


2. Karine Alves (Pascom)Todos possuímos aquelas pessoas pelas quais temos grande reverência e nos inspiramos em seus exemplos. Quais são as personalidades que lhe inspiram? 

Pe. Francisco Regimeiro Fonseca de Oliveira: Então, desde criança a gente sempre teve duas figuras muito presentes; Nossa Senhora pelo fato de ser a padroeira da paróquia, a gente tinha uma experiência muito forte também desde criança, pelo fato de nossas devoções, do terço e das novenas que se faziam. E também porque a Festa da Padroeira era o ponto mais alto da nossa região, então conhecendo mais ainda Nossa Senhora, pelo fato do Evangelho, da sua Vicência, da sua entrega e do seu “sim”, da sua importância na história da salvação, ela se tornou mais referência ainda, então Maria é uma figura que a gente não esgota em falar e explicar. E depois São Francisco porque nós nordestinos e principalmente nós cearenses temos um apreço grande por São Francisco, então a Romaria para Canindé era uma coisa esperada anualmente, inclusive meu nome é Francisco, Francisco Regimeiro. A gente tem um grande carisma pela sua figura, por aquilo que ele é, ele é o Evangelho, quando a gente vê São Francisco, agente vê a Bíblia aberta por completo, ele é aquela pessoa que se configurou com Cristo. Então, olhar São Francisco e olhar Nossa Senhora muito me inspiram, é claro que quando a gente diz se inspirar naquela pessoa, não é ser aquela pessoa, porque ninguém pode ser ninguém, ninguém se iguala a Maria e ninguém se iguala a Francisco. Agora nós somos pessoas únicas e a gente olha aquela pessoa e procura trazer toda aquela virtude daquelas pessoas pra gente também, e procurar trabalhar essas virtudes em função do bem comum.


3. Karine Alves (Pascom): O senhor poderia compartilhar um pouco conosco sobre sua experiência quando esteve no encargo da Paróquia Nossa Senhora de Fátima, localizada no Genibaú? 

 Pe. Francisco Regimeiro Fonseca de Oliveira: Bom, quando eu fui pra lá eu não conhecia o bairro nem a Área Pastoral e lá era uma Área Pastoral há mais de vinte anos. Dom José nos convidou a ir, éramos dois padres, Padre Edmilson e eu. Então, a gente chegou lá, era uma realidade bem difícil, porque, tinha é claro um trabalho, a fé já estava plantada, mas gente teve que trabalhar muito a questão do rosto, da identidade de Igreja. Igreja Comunidade de Comunidades, então havia as capelas, havia os grupos, os movimentos, mas a gente precisava se identificar mais como rosto de Igreja, e veio também as experiências e também as exigências da Igreja, foram colocando os documentos para gente ir trabalhando pra que a gente fosse sentindo esse corpo que é a Igreja, como nos falou São Paulo no domingo passado na segunda leitura, e o Genibaú foi esse grande campo onde também eu aprendi muito, porque eu me ordenei sacerdote e fui exercer o meu ministério lá, então lá eu aprendi muito, aprendi a ser padre, aprendi a rezar Missa, lá dei meus primeiros como ministro ordenado, então foi um local muito bom para mim, o Parque Genibaú que depois a gente transformou em paróquia, hoje é Paróquia Nossa Senhora de Fátima do Parque Genibaú, é uma comunidade carente, nós estamos na periferia de Fortaleza. No entanto, um local de muita fé, um povo do Interior que se instalou lá, que traz muitas das sua raízes  e dos seus costumes e dentre esse a fé em Deus, um povo carente, porém, um povo muito rico, no sentido de bondade, de fé, de esperança, um povo que tem a sua autoestima, caro que tem seus desafios, tem as suas lutas, suas dificuldades, por está na periferia. Foi uma grande experiência, muito boa, e eu agradeço muito a Deus por ter me colocado lá porque eu aprendi muito lá, e pude me moldar muito mais ainda, porque a formação no Seminário tem muita teoria e ir para lá foi aprender uma prática, transformar aquilo que a gente aprendeu em realidade, então, lá foi um campo de muito aprendizado, onde a gente se moldou e se trabalhou e procurou experimentar a  presença desse Deus na vida das pessoas, na vida da Igreja, e creio que a gente pode contribuir um pouco com o nosso serviço e nossa doação e também aprendemos muito com aquele povo bom.    

4. Karine Alves (Pascom): Quais são suas expectativas agora como o mais novo pároco da Mãe Santíssima? 

Pe. Francisco Regimeiro Fonseca de Oliveira: O novo sempre nos causa um impacto, a gente cria uma expectativa de como a gente vai encontrar as pessoas, claro que a Igreja é uma só, mas existem as dinâmicas e as pedagogias que cada um trabalha, que cada um vive e a expectativa é de encontrar essas pessoas e formar um grande grupo, um grande corpo, na construção desse bem e dessa Igreja, que está construída mas que a gente tem que continuar, então a expectativa é muito grande, da gente se encontrar todos nós, e fazermos uma assembleia, a gente se conhecer, já estamos nos conhecendo aqui no grupo da PASCOM, pra gente ir já experimentando os paroquianos, o contato com eles. Nós já estamos aí nas mídias, nas redes sociais agora, creio que as pessoas vão nos ver um pouco, mas também a minha expectativa é de ver essas pessoas, ver esses agentes de pastoral e esse grande Corpo de Cristo. E a gente procurar celebrar e viver essa nossa fé, então a minha expectativa é boa e grande, e estamos aqui chegando agora pra gente formar essa grande comunhão de Igreja que somos nós. 


5. Karine Alves (Pascom): O senhor tem alguma informação sobre os padres irão ajudar aqui na paróquia, ou mesmo, sobre algum vigário paroquial? 

 Pe. Francisco Regimeiro Fonseca de Oliveira: A nossa paróquia tem dez capelas contando com a Matriz, e por estarmos dentro capital, a experiência de caminhada é bem mais ampla do que um paróquia do interior, já que na capital nós temos as capelas com o hábito da Missa dominical, no interior nós temos o hábito da Missa semanal, então temos uma grande dificuldade por estarmos sós, eu vim só para a Paróquia Mãe Santíssima. Dom José me enviou como provisionado pároco e Diácono Eufran, e prometeu nos enviar futuramente um vigário paroquial, mas não temos ainda a resposta. A paróquia por essa dinâmica tão grande, tem muitos padres que colaboram, alguns conheço de vista, mas ainda não tive o contato com eles, mas conversando já com a Gina (secretaria da paróquia), ela já está agilizando e a gente vai dar continuidade ao que vem sendo trabalhado pelos padres anteriores, mas no momento Dom José não nos mandou um Vigário Paroquial, ele disse que eu viria só e que vou contar apenas com o Diácono Eufran. Mas claro que nós temos os padres amigos que colaboram e, além disso, temos também, o Padre Francileudo que tem um projeto, ele agora é reitor da Faculdade e também reitor do Seminário de Teologia, então ele falou que vai continuar com o projeto, trazendo os seminaristas do primeiro ano de Teologia, para fazer a experiência aqui, e ele também vai colaborar, então, em primeira mão é isso que eu tenho e sei, no mais a gente vai procurando saciar a necessidade da paróquia na medida do possível, com os padres amigos e esperando também que Dom José possa nos mandar outros para nos auxiliar nesse grande trabalho.


6. Karine Alves (Pascom): O senhor poderia deixar uma mensagem para seus novos paroquianos? 

 Pe. Francisco Regimeiro Fonseca de Oliveira: A mensagem de paz, que a gente possa construir essa paz, que nós possamos ser essa Igreja muito viva, que nós possamos ser essa comunhão profunda, procurar cada um de nós juntarmos as mãos e formar esse elo de unidade, já que ninguém pode caminhar sozinho, então que nós possamos nos juntar nessa mesma fé, de nos sentirmos Igreja, de nos sentirmos irmãos, de nos sentimos “membros uns dos outros” (Ef 4, 25), para que a gente possa se fortalecer e fortalecidos e unidos com fé e confiando na proteção da Virgem Maria Mãe Santíssima, nossa padroeira, com certeza nós iremos dar muitos frutos, isso é o que a gente espera, poder contribuir para que a gente possa alcançar os irmãos que não foram alcançados com o Evangelho do Senhor, que é o Amor e o Bem, e com isso, com nosso trabalho, nossa disposição e nossa fé a gente possa ajudar aos outros a chegar ao Céu e nós também, com nosso esforço e nosso trabalho, esse que é a função do sacerdote, rezar e santificar o povo de Deus, catequizar e ensinar a Fé da Igreja e também governar para que tudo possa concorrer para o bem comum de todos, é isso que a gente deseja  para todos, que possamos construir essa paz que tanto estamos necessitando no momento atual em nossa capital, sermos estes instrumentos de paz.    

Karine Alves (Pascom): Nós ficamos imensamente felizes pela presença do Padre aqui hoje na nossa paróquia, que Deus possa iluminar sua trajetória e que continue assim com muita luz e assim encerramos nossa entrevista.

Confira abaixo o vídeo da entrevista:       

Agentes da Pascom na visita à Casa Paroquial para realização da Entrevista


Veja nossa entrevista: 


Aconteceu
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Entrevista
Fevereiro 2019
Pároco
PASCOM

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